deriva do bem

“A Deriva do Bem” é um projeto de extensão da Universidade Federal de Goiás, que promove uma troca entre a comunidade acadêmica e a sociedade local. Por meio dessa iniciativa, busca-se ampliar os meios de ensino e aprendizagem, proporcionando uma experiência enriquecedora baseada na interação e compartilhamento de vivências.

Como um projeto de extensão da Faculdade de Artes Visuais, mais especificamente do curso de Arquitetura e Urbanismo, a Deriva do Bem reconhece a importância da relação entre o indivíduo e sua cidade. O projeto convida as pessoas a terem um “olhar de turista” em sua própria cidade, o que, apesar de parecer simples, na realidade proporciona uma nova perspectiva para vivenciar o ambiente urbano.

No dia a dia, geralmente temos objetivos específicos e nos preocupamos em chegar rapidamente a determinados lugares, muitas vezes sem prestar atenção ao caminho percorrido. Na Deriva do Bem, o caminho em si é o propósito da caminhada. Ou seja, o destino em si é menos relevante do que o ato de caminhar. Se buscarmos o significado da palavra “deriva” no dicionário, encontraremos algo similar a “deslocamento não controlado de um veículo”. Talvez você já tenha ouvido falar de um “barco à deriva”, referindo-se a uma embarcação sem rota definida. Essa é exatamente a ideia do projeto: permitir-se explorar a cidade sem um roteiro predefinido, vivenciando o próprio caminho.

A segunda parte do nome, “do Bem”, está relacionada à história do projeto, que sempre foi marcada pelo apoio a instituições de caridade. Em quase todas as edições, o “ingresso” para participar da Deriva é a doação de um litro de leite. A Deriva do Bem acredita que nós somos moldados pela cidade na medida em que a construímos, ou seja, nossa vida se desenrola no cenário urbano em que habitamos. Os caminhos que percorremos, a forma como nos deslocamos, onde trabalhamos e como nos divertimos – todos esses aspectos do nosso cotidiano são influenciados pela cidade em que vivemos e seriam completamente diferentes se morássemos em outro lugar. Ao mesmo tempo, é importante reconhecermos que cada indivíduo desempenha um papel na construção da cidade, independentemente de sua escala de atuação. Assim, acreditamos que semear o bem pela cidade é sempre uma ação positiva!

Para entendermos melhor como esse projeto nasceu, precisamos voltar no tempo…

2008

No ano de 2008, na Universidade Estadual de Goiás, durante uma disciplina do curso de Arquitetura e Urbanismo. Foi nesse momento e local que o Professor Bráulio Vinícius Ferreira teve a ideia de dividir seus alunos em grupos para percorrer as ruas do centro de Goiânia, explorando sua história e registrando, por meio de fotografias e vídeos, a cidade, sua arquitetura e as pessoas que a habitam, trabalham e circulam por suas ruas.

2008
2010

Em 2010, fora do ambiente acadêmico, um grupo de pessoas interessadas na cidade decidiu unir a fotografia a uma ação beneficente. Cada participante levava alimentos não perecíveis e roupas usadas para doá-los a uma instituição de caridade. Foi assim que a Deriva do Bem surgiu.

2010
2011

Inicialmente de forma informal, a Deriva contou com a participação de 140 pessoas e arrecadou 185 litros de leite em sua primeira edição, realizada em 2011.

2011
2012

No ano seguinte, em 2012, o número de participantes aumentou para 203, e foram arrecadados 225 litros de leite.

2012
2013

Em 2013, ocorreu o primeiro bate-papo, no qual convidados foram chamados para compartilhar suas perspectivas sobre a cidade.

2013
2014

A cada edição, o projeto surpreendeu em termos de número de participantes e diversidade de público.

2014
2015

Em 2015, com um público ainda maior, a Deriva explorou o Setor Sul, um bairro histórico com um desenho urbano peculiar e suas áreas verdes. Essa edição foi intitulada “Poros dos Jardins Invisíveis”. Também em 2015, o projeto expandiu-se e realizou uma segunda edição na antiga capital de Goiás, explorando sua arquitetura colonial, culinária regional, morros, histórias e o rio. A cidade recebeu derivantes interessados em conhecê-la além de seus limites históricos.

2015
2016

Em 2016, a Deriva percorreu trechos de três importantes bairros da capital goiana: Setor Universitário, Setor Central e Setor Oeste. A inspiração para o título da edição foi o percurso realizado, que ficou conhecido como “Caminho do Sol”. No mesmo ano, o projeto retornou à Cidade de Goiás para sua segunda edição naquele local.

2016
2017

Em 2017, a Deriva convidou os participantes a olharem de forma diferente para o cotidiano, tendo como espaço de observação e reflexão o tradicional Setor Campinas.

2017
2018

Em 2018, foram realizadas três edições da Deriva: uma no Setor Pedro Ludovico, outra no Setor Central e outra na Cidade de Goiás.

2018
2019

No ano de 2019, a 13ª edição ocorreu no Bairro Itatiaia. Nos anos de 2020 e 2021, devido às restrições impostas pela pandemia mundial da COVID-19, as atividades do projeto foram adaptadas para o ambiente digital, incluindo a reorganização do acervo e o planejamento de ações para quando fosse possível realizar encontros presenciais com a devida segurança.

2019
2022

Em 2022, celebrando seu 10º aniversário, a Deriva do Bem retornou ao Centro de Goiânia com o tema “Cidade sem Portas”, trazendo alegria ao reencontrar amigos de caminhada, fotografia e memórias.

2022
2023
 

Já em 2023, a 15ª edição da Deriva, com o tema “Invisíveis”, ocorreu nos dias 23 e 24 de junho. O tradicional bate-papo ocorreu na sexta-feira, seguido pela deriva realizada na manhã de sábado. O evento foi encerrado com uma festiva feijoada no Tô Bar.

2023
2024

A 17ª edição da Deriva do Bem foi realizada em Goiânia nos dias 07 e 08 de junho de 2024, reafirmando seu compromisso com a valorização do patrimônio urbano e a ação solidária

2024
2025

Em 2025, a Deriva do Bem realizou sua 18ª edição na Cidade de Goiás, nos dias 21 e 22 de março e a 19ª edição nos dias nos dias 16 e 17 de maio de 2025, com o tema “Há vida no centro, a vida no centro, à vida no centro”

2025